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O QUE ESPERAMOS DE NOSSOS ALUNOS É O MESMO QUE ESPERAMOS DE NÓS MESMOS?

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Recentemente eu participava de um grupo de professores no whatsapp com o intuito de querer saber novidades sobre métodos de ensino, o que estão ensinando nas aulas atualmente ou até mesmo troca de experiências ou atividades... Sofri  Dizem que o início da decepção é a expectativa, e assim fui. Durante alguns semanas  ̶  e por má sorte entrei na época da escola do livro didático  ̶  então por 7 dias mais de 300 mensagens sobre a escolha do famigerado livro que era imbatível a escolha pelo projeto Teláris . Quase unânime a escolha por motivos X e por isso... e aquilo... Depois de ler mensagem por mensagem e lamúria por lamúria percebi que a escolha do livro didático não é para o aluno ter melhor assimilação e nem por imagens concisas ou até mesmo por atividades ou exercícios condizentes com o tema, mas aquele que é mais confortável   melhor de trabalhar para os professores . Essa foi a conclusão que obtive por passar 30 dias nesse grupo, ...

COMPETENCIAS SOCIEMOCIONAIS PARA EDUCAROES: MODINHA OU DESCONSTRUÇÃO DE UM MODELO CAPITALISTA?

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Há muito tempo eu venho retratando sobre o quanto a sociedade dita às regras na educação. Quanto à sociedade capitalista vem se articulando e corroborando a maneira de ser da sociedade controlando o que a escola deveria ou não fazer e analisar a educação numa perspectiva mais sociológica é entender o quanto o ensino e o que acontece dentro da escola sofre influencia direta das camadas mais elitizadas da sociedade. Em outras palavras, desde o surgimento da primeira revolução industrial é que a sociedade capitalista comanda a escola. Hoje de forma mais sutil, mais penumbrosa. Conforme Jean Claude Monier mesmo afirma em seu livro L’apprentissage de sa condition:   “Hoje em dia, um dos maiores interesses da civilização, em meio ao desenvolvimento imenso da indústria, é a educação dos operários, a educação moral mais que a educação técnica” . E assim vivemos de era em era até a tão sonhada globalização da internet das coisas. Se você acompanha os textos do blog até aqui e...

EXISTE ALGUMA DIFERENÇA ENTRE ESCOLA PÚBLICA E ESCOLA PRIVADA?

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Existe, mas há controvérsias. Quem não gosta de te um extra no salário ou alguma renda digamos; mais fixa no final do mês? Sejamos francos, amor pelo ofício não paga contas e não sustenta uma vida. E quanto mais avançamos no processo de formação da nossa profissão mais queremos ser valorizados e bem remunerados por isso. Em algum momento iremos nos perguntar se queremos entrar para o ensino privado e “vender” nossas aulas para essa nova modalidade de ensino. Se você leu os posts anteriores e conseguiu raciocinar junto comigo, o ensino vem sofrendo mudanças e transformações na sua maneira de oferecer um serviço diferenciado.  É nessa ótica que se percebe a diferença de “vender” seu tempo e ceder seu tempo, não que no ensino público não dispomos dessa prática, mas o privado isso é mascarado ou massacrado como você preferir entender. Poderia descrever categoricamente esse post falando das vantagens físicas, pedagógicas e estruturais que existem entre a escola pú...

A INTENSIFICAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE: ESCOLA NÃO É UMA EMPRESA

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Cartaz do Evento que aconteceu em 23 de maio de 2016 no Auditório do Colégio Politécnico da UFSM promovido pelo Sindicado Nacional dos Docentes que tratava do estresse da obrigação produtiva. Disponível em: http://sedufsm.org.br/inc/fotoresize.php?imagem=http://sedufsm.org.br/midia/2016/05/F11-6153.jpg&tmh=600  Infelizmente a sociedade capitalista massificou a escoa de tal forma que configurou o ensino como um processo taylorista-fordista em que o professor fornece a mão de obra necessária para ofertar um tipo de “serviço”. Marx, 1978; já afirmava que o professor oferece um tipo de “serviço” não material que pelo simples fato de ser remunerado, a relação “serviço”, é muitas vezes entendida como expressão de compra e venda de uma força de trabalho na produção de mercadorias. Uma vez que o trabalho docente não produz um produto fruto de um objeto material, mas ele cede seu tempo a instituições que determinam as condições do trabalho, controlando, precarizando e i...

FUROR PEDAGÓGICO... SERÁ QUE É MESMO?

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É muito comum no meio da graduação  ‒  ou no final dela  ‒  experimentarmos a regência de uma sala de aula e o graduando sentir um enorme desejo de socializar todo aquele conhecimento acumulado durante anos de estudo para aquelas pequenas mentes sedentas, ou não, de conhecimento. Em outras palavras sempre queremos abraçar o mundo e introduzir  ‒  como se fosse num plug in de USB  ‒  o pendrive de conhecimento na mente dos alunos. Isso é mais que normal, saudável inclusive, porém frustrante expectativa que ao longo do tempo; quando entendemos a escola, precisaremos organizar as caixinhas e separar o joio do trigo. Mas se você sente lá no fundo que precisa desmistificar algum mito e sente algo impulsionando o plus+ na sua aula, você carrega consigo a veia pedagógica da partilha. Não por obrigação! Mas por prazer. Os céticos de plantão ou aqueles mais velhos de casa (os dinossauros) que já não dão conta mais de adentrar uma sala por 'N' motiv...

DESPRESTÍGIO DA PROFISSÃO DOCENTE

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Em um post anterior havia mencionado sobre o que motiva alguém a seguir uma carreira, seja médico, bombeiro ou dentista, todos partem de um referencial. No caso da profissão de professor, sabemos hoje que referencial nenhum a nossa sociedade brasileira sustenta quando falamos na carreira do magistério. Dados de um estudo sobre a preferência na carreira docente aponta que 1 em cada 4 dos melhores alunos do ensino médio preferem a licenciatura no Brasil. O que acontece diferente na Coréia do Sul, onde as escolas estão entre as mais conceituadas do mundo. Lá, só os 5% mais bem avaliados num exame nacional podem ser professores. Já na Finlândia, outro exemplo de sistema educacional bem sucedido, o candidato a professor deve estar entre os 10% com as notas mais altas. Poderia citar que o desprestígio da carreira docente no Brasil começa mesmo lá na década de 70 com a massificação do ensino tecnicista que alimentava a demanda de mão de obra operária. Conforme o professor Derm...